terça-feira, novembro 30, 2010

Anjo

Ando perdido, confuso numa terra estranha.
Sou um forasteiro de mim mesmo.
Vejo os rostos se acumularem na minha mente
Sinto os corações caidos atrás de mim
Minha fuga é correr
Minha estrada é para cima
O medo consome meu peito
Transborda ansiedade pelos meus olhos
Até que em um sonho você veio
Estranha também como há de ser
Quero de ti apenas o que apraz
Vou consumir-te
Já não tenho mais medo
Já sei o que encontrar no fim da estrada
Agora é só correr
Mas oh, porque insisto em olhar pra trás?!