quarta-feira, janeiro 19, 2005

Dez Coisas para Fazer

Tenho participado de algumas discussões sobre diversos temas. A maioria envolve ciência e o senso comum. O que tenho observado é que, até agora, todos têm sempre levado a coisa para o lado do fanatismo. Tudo tem que ser segundo determinada linha de pensamento ou determinado tipo de atitude. Claro, nem sempre respondo a tais comentários. Não posso dizer a ninguém o que fazer. Nem mesmo mostrar-lhes a porta. Não conheço tais portas, nem sei o que deve ser feito. Na maioria das vezes tenho uma idéia do que não fazer. Na verdade nem estudei muito sobre isso, apenas escutei algumas palavras aqui e acolá, li algumas frases e, creio, fui amadurecendo um determinado tipo de pensamento a respeito da forma como devo organizar minha vida. Estabeleci algumas regras para cobrar de mim mesmo. (1) Fazer as coisas o mais simples possível. (2) Usar o passado apenas para aprendizagem. (3) Falar de alguém ausente apenas o que puder ser dito na sua presença. (4) Dar exemplos ao invés de conselhos. (5) Arrepender-se apenas das coisas que não fiz. (6) Considerar o improvável. (7) Ter certeza apenas de que nenhuma resposta é a certa, podendo existir a menos errada. (8) Ouvir. (9) Tentar pensar rápido e falar devagar. (10) Ser extremamente feliz cada momento. Apenas sobre essa ultima gostaria de comentar. A felicidade não está no futuro nem no passado. Não está no vizinho nem em qualquer outro lugar. Ela deve ser conquistada a cada momento. Se algo não nos faz feliz, deveríamos pensar se vale à pena fazê-lo. Digo isso não com demagogia ou por auto-ajuda. Apenas digo porque é o que penso realmente. Não que seja fácil cumprir esta lista de tarefas, mas têm me feito muito bem. Ao final do dia, antes de dormir, costumo refletir sobre os acertos e erros do dia. Não que esteja acertando mais, mas geralmente concluo que estaria errando menos se conseguisse seguir a lista. Outra coisa que não sei se li ou se conclui sozinho foi que a felicidade não é um destino, um porto onde se pode ancorar com tranqüilidade e pronto. A felicidade é o caminho que se percorre, com tormentas e calmarias, pressa e paciência, imprevisibilidade e planejamento. Simples assim e nada mais.

Rodrigo Niskier

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Noosssa, que texto bonito, gostei da parte final que fala sobre felicidade.. Pelo que vejo, vc é chegado no assunto Ciência né?? Tb gosto, sou Bióloga, tem que gostar né??!!
Bom, só queria deixar meus parabéns pelo blog...

7 de março de 2005 às 22:38  

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