segunda-feira, abril 04, 2011

Liberdade

Eu vejo os rostos numa lista de memória instantânea. Conheço as histórias, sei dos pensamentos deles. Por um instante parece que um turbilhão de experiências preenche minha mente. É como se eu tivesse vivido a vida deles. É como se eu tivesse estado lá quando as coisas aconteceram com eles. Fico com vontade de sentir algo novo, algo próprio, algo meu. Quero me libertar rapidamente. Não entendo. É como se no fundo eu soubesse que estou preso. Mas vivo exatamente a mesma vida que todos vivem. Quer dizer, talvez não a mesma vida, mas dentro das mesmas possibilidades, regras, tempo e espaço. Apesar de compreender a individualidade das percepções, parece que algumas coisas são comuns para todos. Só se sabe que está preso quem já experimentou a liberdade. Quero viver dentro de novas regras, possibilidades, tempo e espaço e quero criar as minhas próprias regras, quebrá-las e depois construir novas. Quero uma vida plena, explorando os limites da minha própria existência.