Liberdade
Eu vejo os rostos numa lista de memória instantânea. Conheço as histórias, sei dos pensamentos deles. Por um instante parece que um turbilhão de experiências preenche minha mente. É como se eu tivesse vivido a vida deles. É como se eu tivesse estado lá quando as coisas aconteceram com eles. Fico com vontade de sentir algo novo, algo próprio, algo meu. Quero me libertar rapidamente. Não entendo. É como se no fundo eu soubesse que estou preso. Mas vivo exatamente a mesma vida que todos vivem. Quer dizer, talvez não a mesma vida, mas dentro das mesmas possibilidades, regras, tempo e espaço. Apesar de compreender a individualidade das percepções, parece que algumas coisas são comuns para todos. Só se sabe que está preso quem já experimentou a liberdade. Quero viver dentro de novas regras, possibilidades, tempo e espaço e quero criar as minhas próprias regras, quebrá-las e depois construir novas. Quero uma vida plena, explorando os limites da minha própria existência.


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